domingo, 22 de novembro de 2009

faz calor no rio de janeiro: novidade alguma. novo é meu quarto estar fresco, ventilado pelo teto e pelo circulador meticulosamente apoiado diante da cama sobre o banquinho da cozinha, fazendo festa pros cabelos a esta altura esvoaçados. novo seria também ter tua companhia neste exagero de colchão king size que outro dia, empiricamente, descobri que cabem 6 pessoas. 6 pessoas: um desperdício... bastaria você, ainda que estivesse a ocupar os espaços com certa fragilidade, estar-não-estando. pois é isto: minha cama está preenchida de você, embora eu esteja só; e hoje, neste final de domingo quente lá fora (mas ainda frescos os lençóis), faríamos amor alternando entre a delicadeza e o desejo. fazer amor, neste caso específico, não é brega. é entrega. mas onde estava? Ah! claro, estava na parte dos corpos encaixados, ritmados, suados... na parte do olhar trocado, do beijo longo, das mãos juntas. até que a respiração fosse bem devagar recuperando a batida serena de horas atrás. Horas mesmo, pois ficaríamos até a exaustão mútua assim junto, assim metade-metade, assim só de SIM, sem senãos.